Doctor Who: "The Crimson Horror" 7x11
A primeira grande decepção da temporada. Um episódio que poderia ter sido mais um exemplar excelente do nível dos episódios anteriores e acabou apresentando uma trama simplória e mediana.
Desde quando foram lançadas as informações sobre The Crimson Horror eu já fiquei meio que com o pé atrás, pois todos os episódios anteriores tinham histórias interessantíssimas e esse parecia mais um daqueles fillers das primeiras temporadas que quase ninguém gosta, principalmente depois que foi liberado o poster promocional, achei extremamente mal feito, parecendo mais coisa feita às pressas no Photoshop. Mas mesmo com todo esse negativismo eu estava confiante, pois mesmo com uma história simplória a temporada estava boa demais para ter um episódio ruim, além de ter a volta do Team Doctor: Madame Vastra, sua assistente/esposa Jenny e Strax, o mordomo Sontaran explosivo. As participações deles sempre são geniais e contribuem grandiosamente para a série, mas nem eles conseguiram salvar esse episódio tão... bleh (foi o melhor adjetivo que eu encontrei).
Madame Vastra, Jenny e Strax estão investigando Sweetville, uma comunidade baseada em um engenho no interior de Yorkshire extremamente suspeita, com suas ruas perfeitamente limpas e pessoas bonitas, comandada pela excêntrica Sra.Winifred Gillyflower, e sua ligação com os corpos encontrados no rio, todos vermelhos brilhantes e cheios de cera. Ao investigar mais a fundo eles descobrem que o Doctor e Clara também estavam investigando o lugar mas acabaram capturados, então o "Team Doctor" entra em ação para salvá-los antes que eles também sejam vítimas do "Horror Escarlate".
Foi um misto de coisas boas e ruins. Começando pela história super meia-boca. Doctor Who chegou a um nível de excelência em que não se pode mais fazer episódios com histórias tão simples, principalmente nessa 7a temporada que está mais que fenomenal em todos os aspectos. Não dá para ver episódios com histórias mirabolantes como Hide e Journey To The Centre Of The TARDIS e conseguir ficar impressionado com esse episódio, ainda mais com uma solução tão chinfrim para o tal "Horror Escarlate", que foi o veneno do Sr. Sweet, uma sanguessuga pré-histórica encontrada pela Sra. Gillyflower que ficava em seu peito, dando a ela seu "néctar" (por isso o nome Sweet). Foi uma das piores soluções de mistério da história da série, não teve nenhuma grandiosidade por trás nem uma trama complicada. Nem consegui me surpreender.
As motivações da Sra. Gillyflower também não foram nem um pouco convincentes: uma fanática religiosa que recruta funcionários belos e saudáveis para seu engenho com o intuito de preservá-los intactos como animais empalhados para uma nova era, longe do pecado e da imperfeição. Foi uma proposta interessante mas pouco verossímil, pois nunca ficou esclarecido quais eram as intenções reais dela. se ela pretendia preservá-los até o fim dos tempos ou então iniciar um novo mundo de pessoas perfeitas governadas por ela. Um erro grave de roteiro, que não se admite em uma série como Doctor Who.
Mas como eu disse antes, não foi de todo ruim, tiveram coisas muito bacanas. Uma delas foi a excelente ambientação histórica. Mark Gatiss, roteirista, é especialista em episódios históricos e em todos eles vemos uma ótima ambientação, crível e condizente com a época. Seu episódio Victory of The Daleks foi o melhor episódio da série passado na II Guerra. Ele pode não conseguir criar histórias muito surpreendetes, mas pelo menos nesse quesito ele se sobressai, com excelente produção e direção, aliados a um contexto histórico impecável, como pode ser visto na cena em que o o Doctor conta a Jenny tudo que aconteceu desde que ele e Clara chegaram a Sweetville, contada em flashback e toda filmada como os primeiros filmes: fotografia em tons de sépia, imagem trêmula e fragmentada e o som mágico do projetor ao fundo, junto com a trilha sonora toda tocada no piano.
Mas o grande triunfo do episódio sem dúvida foram as atuações. Todos estavam excepcionais. Matt Smith mais uma vez nos surpreendendo, dessa vez com um sotaque do norte da Inglaterra simplesmente impagável, o Team Doctor com um timimg excelente para comédia, principalmente Strax com sua urgência pela guerra. E claro, Sra. Gillyflower, uma vilã verdadeiramente assustadora e hostil, brilhantemente interpretada pela dama Diana Rigg, grande atriz inglesa mais conhecida por interpretar a agente Emma Peel na série The Avengers, clássico inglês dos anos 60 de investigação e espionagem (nenhuma relação com Os Vingadores, by the way) e que agora também interpreta Lady Olenna Tyrell em Game of Thrones. E parece que o talento é hereditário, pois sua filha, Rachel Stirling, também deu um show de atuação como sua também filha Ada, que ficou cega e deformada por causa dos experimentos da mãe.
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| Dama Diana Rigg |
A cena:
Somando tudo não foi um episódio péssimo, mas sem dúvida extremamente decepcionante e frustrante, considerando a qualidade dessa temporada. Pelo menos ele será o único decepcionante, pois o próximo episódio será o já épico Nigthtmare in Silver, o retorno triunfal dos Cybermen à série pelas mãos de Neil Gaiman, um dos melhores escritores/roteiristas vivos, e logo depois teremos a tão aguardada season finale, que responderá todas as perguntas, inclusive a mais antiga das perguntas. Fiquem com o trailer do próximo episódio e até a próxima review. Como esse episódio homenageou o 5th usarei a catchphrase dele no lugar de Geronimo. Brave Heart!!





