White Collar – 04x11: Family Business
Neal, Peter, Diana, Jones, Mozzie, Elizabeth, June e até
Satchmo estão de volta depois desse hiato de quase quatro meses.
A retomada acontece no exato momento em que havia parado,
com Neal confrontando “Sam”, que agora sabemos ser James Bennett, seu pai. Uma coisa
interessante é que James usa o mesmo recurso (ou desculpa) de Neal sobre
mentiras: que ele não mentiu, mas deixou as pessoas concluírem errado sobre
alguma coisa. E foi isso que James fez, deixou Peter e Neal concluírem que ele
era Sam Phelps.
James explica toda a história, confirmando sim ser corrupto
(se bem que ele não chegou a pegar o dinheiro de fato), mas não um assassino. Vimos como se configurou tal situação de James
com a máfia irlandesa através de flashbacks
inseridos de forma conveniente na história. Também vemos o relacionamento de
Neal ainda pequeno com o pai, mostrando a clara afeição entre os dois.
Com Flynn Jr querendo reviver os negócios da família,
sendo possivelmente a pessoa por trás dos ataques a Ellen e a James, o FBI
traça um plano para incriminá-lo de vez, o que consiste em entrar no ramo de
falsificação de uísque. É bom ver Neal de volta ao que ele sabe fazer bem:
falsificar. E o melhor, com a ajuda de Mozzie. Até Diana observa o fato de que
falsificação de bebidas está no currículo de Neal. A cena de Neal e Mozzie falsificando
a bebida e ficando bêbados trás o alívio cômico para o episódio. June entra em
cena, como sempre parecendo estar um passo a frente de Neal no quesito
pilantragem e o deixa inclusive na dúvida sobre a autenticidade de um presente
que deu a ele. E o suco de picles para ressaca, alguém atesta?
Apesar do receio de Peter em deixar Neal se envolver na
história e a preocupação de Neal em capturar Flynn apenas por distribuição de
falsificação, na hora H, é Elizabeth quem salva o plano de aproximar Neal e
Flynn. Ela aparece pouco, mas sempre traz ótimos momentos, nos mostrando sempre
sua personalidade distinta, mas perfeitamente coesa para a personagem e sua
importância na história.
Confesso que me incomodou um pouco a história de James, de
ter feito o que fez pelo bem da família, para protegê-los. Bem clichê essa
conversa, mas com o intuito nobre de mostrar que ele não é uma má pessoa, na
verdade. Espero que seja revelada alguma coisa mais interessante que isso no futuro.
E em outro momento interessante vemos Peter também se
disfarçar e se infiltrar na operação. É sempre divertido vê-lo nessa situação,
ele parece gostar e aproveitar o momento, sempre com um sorrisinho satisfeito
no rosto. Em seguida, momentos de tensão quando Flynn manda seus capangas se
livrarem de Neal e Mozzie. É boa essa sensação que White Collar têm de passar
de um momento mais descontraído para a tensão sem nos deixar cansados ou
enjoados. É perfeitamente dosado para que cada momento seja desfrutado.
Aplausos efusivos para a cena em que Neal diz ao pai que o
quer em sua vida, e o abraço emocionado. Matt
Bomer em uma atuação dramática bem convincente, com os olhos cheios d’água.
E fica novamente o grande mistério de quem é que está por
trás de tudo, do FBI ou polícia. Isso me lembra um pouco a saga do Fowler... Faltam
algumas pontas serem presas nessa reta final de White Collar. Sem muita ação,
mas introspectiva e com valiosas revelações obtidas através dos flashbacks e de James, White Collar
volta para nos levar a conclusão dessa temporada de auto-descoberta para os
personagens e para a própria série.
