True Blood: 5x04 "We'll Meet Again"
Não adianta fazer essa cara, Sookie. A gente já viu tudo...
E é com Sookie no auge da bebedeira que True Blood
nos dá um episódio divertido e cheio de lições. Sim, lições. Desta vez faremos
diferente e, ao invés do texto usual, dividiremos o que aprendemos com
"We'll Meet Again" em lições.
Lição 1: Ninguém
brinca com o Roman. Nem de brincadeira.
Ele disse que ia encontrar o segundo traidor e encontrou.
Suspeitei muito de Salome, mas ao que parece sua aprendiz tinha outro cúmplice
sanguinista: o vampiro menino Alexander Drew.
Foi engraçado e surpreendente ver Roman “lidando” com a
situação... e consequentemente pondo um medo terrível nos demais chancelers.
Agora eles terão que combater um movimento bárbaro com um líder bárbaro, já que
Roman não ficará satisfeito enquanto não eliminar os sanguinistas, e não pensa
duas vezes antes de matar um dos seus, caso traído.
Lição 2: A busca
por Russel está longe de acabar.
Antes de tudo: como Eric fica bem de terno preto. Não que
eu tenha prestado muita atenção nisso ou achado um das maiores maravilhas do
episódio... Não, imagina. Só comentando mesmo.
E a busca dele e de Bill por Russel chegou a níveis que nem
pensávamos. Eric não só interrogou Pam – que tinha, sim, alguns motivos para
libertar o rei louco – como livrou-a do laço criador-criatura. Mas mesmo que
ela tenha alguma razão para querer conspirar com Russel (que seria se ver livre
de Sookie), não teria lógica ela libertar aquele que nem hesitaria em matar mr.
Northman.
Quanto ao fim da relação de criação dos dois, esta foi sem
dúvida uma das cenas mais tristes de True Blood, senão a mais triste. Eric e
Pam, por mais diferentes que sejam, se completaram por séculos, num laço de
cumplicidade e confiança que não há lágrimas no mundo para dar conta de tanta
tristeza.
No entanto, é mais do que compreensível que Eric queira livrar
sua filha do seu comando porque, se Russel já era um maníaco antes, imagine
agora. Se antes ele já queria sair comendo criancinhas, matar Eric, Sookie e
Bill, imagine como esta vontade está ampliada depois de ele ter sido jogado
debaixo de um monte de concreto. Corre, Pam, enquanto você pode.
Lição 3: Mamãe Pam pode acabar sendo uma boa mamãe, after all.
Pelo menos o fim do relacionamento de Pam e Eric teve algo para 'amenizar' a situação, se é que podemos chamar Tara de motivo para amenizar algo. Acontece que a nova vampira está aprendendo - nem que seja na marra - a obedecer sua criadora, o que rende ótimas cenas, especialmente quando lembramos como Tara é mandona e teimosa.
Pois agora a vida de humana e dona de si já era. Mamãe mandou levantar, levanta. Mamãe mandou morder, morde o pescocinho. Mamãe mandou, Tara obedeceu. Vai ser (muito) prazeroso assistir isso.
Lição 4: Bill é o pai mais legal EVER.
Nenhum pai nessa Terra se compara a Bill. Nenhum. Que pai neste planeta não briga por causa das festas e drogas, mas sim reclama porque a maconha é ruim? Se a gente voltar atrás um pouquinho, lembraremos de Jessica toda rebelde quando foi transformada. Bill, desesperado, deixou sua cria com Eric para que ele a colocasse na linha... nem isso resolveu e o jeito foi ele mesmo ensiná-la a ser vampira. E agora vimos que deu bem certo.
Os dois estão mais próximos do que nunca, ao ponto de Jessica praticamente ordenar que o pai fosse ver Sookie, a pobre Sookie. Pena que lá ele não encontrou exatamente a Sookie abatida que ele esperava.
Estava na cara que o bicho tinha pego Lafayette quando ele quis enfiar alvejante na comida e chamou Sookie de "anjo da morte". O problema é que a fadinha não sabe disso e o demônio estava mesmo com raiva dela.
Ainda bem que a loira foi inteligente o bastante para pular daquela lata velha dela que, convenhamos, já estava na hora de acertar uma árvore mesmo. Resta saber se Lafa terá tempo de contar tudo para ela antes do demônio possuí-lo de novo.
Lição 6: Fadas só são boazinhas em contos de fada.
As fadinhas se acamparam em Bon Temps com o cabaré
invisível delas. Tem de tudo. Fada fêmea, fada macho, todos dançando sem parar,
fazendo movimentos dignos de Cirque du Soleil e show de Madonna, e fadinhas
dispostas a ir um pouco mais além do que uma simples dança.
No meio disso, Andy, o (safado) juiz e Jason chegam para a
festa, trazendo todo o testosterona que conseguem carregar. Andy reconhece sua amiga
especial da temporada passada, Maurella, e os dois saem de cena para
colocar a conversa em dia. Jason, por outro lado, até começa a se divertir com
toda aquela magia até o momento em que ele encontra sua prima Hadley.
Hadley não só achava que Sookie estava morta depois de
escapar do reino (des)encantado das fadas, como achava que Jason estava ali
como refugiado. E quem dera se fosse só isso. A moça acaba dando com a língua
nos dentes e conta para o primo - ou melhor, joga a bomba no primo - que os
pais dele morreram pelas mãos de vampiros. O loiro fica até desorientado.
Mas como fadas só são boazinhas em contos de fada, elas logo
chutam o traseiro de 20.000 dólares e o traseiro de Facebook para fora da
festa. E para completar, o episódio termina com os dois recebendo feixes de luz
na cara, deixando em mistério o destino dos camaradas policiais de Bon Temps.
Lição 7: Sookie tem que virar alcoólatra.
Desde quando vemos Sookie divertida assim? Desde nunca! A
loira bebeu todo o estoque de álcool da casa juntinho com toda a sua moralidade
e 'retidão'. De uma menina que queria seguir os conselhos de bondade da avó,
com algumas biritas na cabeça ela passou a ser a menina que agarrou Alcide sem dó nem piedade, naquele lindo contexto onde ela faz tudo o que der na cabeça e na manhã seguinte "não lembra de nada".
Mas Alcidão, né... nem de luto está mesmo, conseguiu se livrar dos ex-sogros, livrar Sookie da cadeia, então está tudo bem. Para melhorar, Jessica deu uma ajudinha e tirou a cabeça de Andy da investigação e tudo se completou.
Mas Sookie-Drunk serviu demais para nos ajudar a assistir Terry e a trama que não interessa a ninguém (por isso ela tem que virar alcoólatra já). Neste episódio descobrimos que Eller é mesmo um doido capaz de matar qualquer inocente que apareça em sua frente. E como Terry e Patrick nem IMAGINAVAM isso, eles foram atrás do dito cujo desarmados. Surpreende alguém que os dois foram pegos de "surpresa" e vão sofrer um cadinho na mão de Eller? Não. E também não faria nada mal se o psicopata metesse bala na cabeça dos dois. Mas isso é True Blood, né.
Observações:
- Alguém liga que os amiguinhos de Sam morreram? Não.
- Bill quer colocar Sookie para trabalhar na busca por Russel. Isso, sim, eu quero ver.
- E como não poderíamos esquecer, com vocês: Sookie e o novo sucesso das rádios de Bon Temps, a versão vampiresca de Escape, de Rupert Holmes:
Mas Alcidão, né... nem de luto está mesmo, conseguiu se livrar dos ex-sogros, livrar Sookie da cadeia, então está tudo bem. Para melhorar, Jessica deu uma ajudinha e tirou a cabeça de Andy da investigação e tudo se completou.
Mas Sookie-Drunk serviu demais para nos ajudar a assistir Terry e a trama que não interessa a ninguém (por isso ela tem que virar alcoólatra já). Neste episódio descobrimos que Eller é mesmo um doido capaz de matar qualquer inocente que apareça em sua frente. E como Terry e Patrick nem IMAGINAVAM isso, eles foram atrás do dito cujo desarmados. Surpreende alguém que os dois foram pegos de "surpresa" e vão sofrer um cadinho na mão de Eller? Não. E também não faria nada mal se o psicopata metesse bala na cabeça dos dois. Mas isso é True Blood, né.
Observações:
- Alguém liga que os amiguinhos de Sam morreram? Não.
- Bill quer colocar Sookie para trabalhar na busca por Russel. Isso, sim, eu quero ver.
- E como não poderíamos esquecer, com vocês: Sookie e o novo sucesso das rádios de Bon Temps, a versão vampiresca de Escape, de Rupert Holmes:







