Primeiras Impressões de Elementary
É assim: fazer uma série baseada em uma obra já tradicional e premiada é um problema. Primeiro, a chance de você superá-la é mínima. Segundo, a possibilidade de cair no ridículo é enorme. Terceiro, quem vai gastar uma hora de sua vida em frente à TV assistindo o "mais do mesmo" e piorado?
Tá bom, Elementary não deve ter problemas com falta de pessoas para assisti-la, pois, é a cara de série que americano gosta. Procedurais banais, daqueles que você assiste só pra passar tempo e nada mais. Principalmente porque terá uma audiência inicial estrondosa, pois, é uma série da CBS - emissora com maior audiência nos EUA - sendo exibida nas noites de quinta, ao lado das séries mais assistidas da TV americana que são: The Big Bang Theory, Two and a Half Men e Person of Interest.
Mas isso não esconde a ruindade que a série é. Primeiramente as comparações com a obra prima da BBC, Sherlock, são inevitáveis. Quem assiste a versão britânica, não suportará acompanhar Elementary. A diferença de produção, roteiro, atuações... são gritantes. A sensação que estão "chupando" algo da série é imensa, mas claro, têm a desculpa de que o enredo já existe a milhões de anos.
A série foi ambientada em Nova York, com um Sherlock mais idiota, sem dar aquela segurança de um gênio da investigação. Referências de investigações retiradas do Google e do Facebook foram lastimáveis. O pior foi a ideia de dar ao personagem uma parceira, Watson. Nada contra a atriz, mas, achei que não combinou em nada. Dr. Joan Watson também fez medicina, mas está ao lado de Sherlock a princípio por obrigação, claro que deverão incrementar uma desculpa mais esfarrapada para a sua permanência, porém, não duvido ser tão ruim quanto à personagem em si.
O que mais nos atrai ao enredo de Sherlock são as deduções maravilhosas e plausíveis vindas do gênio. Claro que evidenciariam isso em Elementary, mas, aconteceu de forma muitas vezes bisonha, trazendo desconforto ao telespectador. Claro que isso é notório também devido ao excepcional trabalho realizado pela produção britânica, que trás isso com maestria, ao contrário do que a série da CBS deverá mostrar.
Enfim, os fãs de Sherlock Homes não conseguirão assisti-la de bom grado. Nem digo os fãs da versão britânica, que já é humilhação, mas os fãs das histórias iniciadas pelo escritor Sir Arthur Conan Doyle. Acompanhar uma temporada com vinte e tantos episódios com historinhas aleatórias e sem graça com as que acompanhamos nesse piloto, deverá ser uma tortura. Tenho certeza que muitos americanos irão se torturar com isso, mas eu, passo.
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| No ano de 2012, uma médica, a tal Dr. Joan Watson, que tem um iphone, usa um despertador do século passado. Isso não deve existir nem em museu! Durmam com um barulho desse. |


