Person of Interest: 1x09/10/11 – “Get Carter” / “Number Crunch” / “Super”
Person of Interest melhorou muito após o 7º episódio (Witness), porém os últimos três realmente deram uma guinada excelente à série e a colocaram definitivamente de volta aos trilhos.
A partir de “Get
Carter”, a eficiente e correta detetive da polícia começou a passar para
o lado
dos mocinhos-bandidos, após ter sua vida salva pelo misterioso homem de
terno,
mais conhecido por nós como Mr. John Reese.
É interessante notar
que Carter quase foi morta devido à conivência da própria polícia, que está em
sua boa parte no bolso dos mafiosos, em particular no de Elias. Como Carter
passou a incomodar demais e frustrar os planos de Elias, sua cabeça foi pedida
– e os policiais no bolso do mafioso não se opuseram.
Desta forma, por mais
que Carter acreditasse que Reese age incorretamente ao atuar como um justiceiro
e continuasse prometendo prendê-lo mesmo depois de tê-la salvo, a situação
começou a ficar nebulosa para ela, pois muitos dos que deveriam estar agindo
dentro da lei na verdade são corruptos, enquanto os teoricamente bandidos são
aqueles que estão fazendo justiça e salvando inocentes. E assim Carter foi
começando a perceber que para conseguir justiça e proteger inocentes talvez seja
necessário quebrar algumas regras.
Mas esse é um longo caminho para Carter e o
10º episódio “Number
Crunch” teve como fundo a detetive lidando com seus conflitos internos,
que em
um primeiro momento a fizeram trair Reese e levar a CIA até ele, para
depois
ajudá-lo a escapar depois de um dos agentes tê-lo baleado. De quebra, no
final
do episódio Carter ainda acabou descobrindo que a testemunha do assalto a
banco
do 3º episódio (Finch, obviamente conhecido por ela por outro nome), na
verdade
está ao lado de Reese.
O episódio também nos apresentou um agente
da CIA (Snow)
focado em eliminar Reese, a quem ele acusa de ter se tornado uma ameaça
por ter
cometido diversos crimes e assassinado sua antiga chefe (Stanton, a morena misteriosa que
apareceu no episódio 8). Estará ele dizendo a verdade? Duvido. Mas tenho
certeza que Snow passará a ser uma pedra no sapato constante de Reese,
Finch e
também de Carter.
E assim o 11º episódio (“Super”) deu continuidade à trama, lidando no plano de fundo com uma detetive Carter determinada a encontrar Finch (e fugindo da vigilância ostensiva de Snow e da CIA sobre ela) e com flashbacks que mostraram mais sobre os bastidores da criação da máquina e da negociação do seu uso com o governo, enquanto no plano principal e atual, Reese (em uma cadeira de rodas) e Finch trabalhavam no caso de mais um número de seguro social fornecido pela máquina.
E assim o 11º episódio (“Super”) deu continuidade à trama, lidando no plano de fundo com uma detetive Carter determinada a encontrar Finch (e fugindo da vigilância ostensiva de Snow e da CIA sobre ela) e com flashbacks que mostraram mais sobre os bastidores da criação da máquina e da negociação do seu uso com o governo, enquanto no plano principal e atual, Reese (em uma cadeira de rodas) e Finch trabalhavam no caso de mais um número de seguro social fornecido pela máquina.
O episódio foi
excelente e apimentou a série de vez. O encontro entre Finch e Carter em um
restaurante e o modo utilizado por ele para mostrar a Carter o que Reese e ele
fazem (e de quebra ainda utilizando a ajuda da detetive para salvar mais uma
pessoa apontada pela máquina) foi ótimo.
Além disso, agora
também sabemos como a máquina funciona e temos uma grande idéia de porque Finch
tem problemas na coluna e também porque seu sócio está morto. Ao que tudo
indica, Nathan Ingram (o sócio de Finch), de alguma forma tornou-se uma ameaça
quando Finch cometeu o erro de contar a ele como a máquina funcionava (e acabou
morto por isso). Contudo, quem o matou? Finch? O governo?
A verdade é que série
ainda tem muitas perguntas e é natural que ela ainda adicione outros mistérios
à trama, afinal estamos apenas no meio da primeira temporada, mas é satisfatório
sentir que os últimos episódios fizeram com que a série não ficasse mais parada
no mesmo lugar.
Se novas dúvidas
surgem é porque aos poucos os roteiristas vão nos apresentando algumas peças do
quebra-cabeça, ainda que não saibamos qual o tamanho deste. E seguindo nesse
ritmo a série promete se desenvolver e ir tornando-se cada vez mais
interessante, atendendo as expectativas de um público que espera bastante de um
show capitaneado pelo co-roteirista de Batman (Jonathan Nolan) e que contém
dois atores de altíssimo talento como Michael Emerson e Jim Caviezel.
